A postura centralizadora adotada pelo ex-prefeito Eduardo Braide durante sua gestão e os diversos desafios administrativos deixados para serem solucionados pela atual prefeita Esmênia podem resultar em um inevitável afastamento político entre os dois.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que muitas das dificuldades enfrentadas pela nova administração são reflexos de decisões tomadas anteriormente, o que tem obrigado Esmênia a assumir a responsabilidade por problemas que não foram gerados por sua gestão. Essa situação tem criado desgaste e aumentado a pressão sobre a prefeita, que busca imprimir sua própria marca administrativa e construir um caminho independente.
Além disso, a falta de diálogo e de compartilhamento das decisões estratégicas durante o período anterior é apontada por aliados como um dos fatores que dificultam a continuidade da parceria política. Para muitos observadores, as chamadas “bombas administrativas” deixadas para a atual gestão acabam comprometendo a relação de confiança entre os dois grupos.
Diante desse cenário, a tendência é que Esmênia fortaleça cada vez mais sua autonomia política, buscando soluções próprias para os problemas do município e consolidando uma gestão com identidade própria. Caso as divergências continuem aumentando, um rompimento político entre a atual prefeita e o ex-prefeito Eduardo Braide poderá se tornar apenas uma questão de tempo.









