A gestão do prefeito Eduardo Braide transformou o trânsito de São Luís em uma máquina de punição e arrecadação. Em vez de educar e organizar, a prefeitura passou a pesar no bolso da população: já são mais de R$ 132,16 milhões em multas entre 2021 e janeiro de 2026, um número que escancara a chamada “indústria da multa” instalada na capital.
Os dados não deixam margem para dúvida. Ano após ano, a arrecadação dispara muito acima do que a própria prefeitura previa. Em 2021, foram pouco mais de R$ 10 milhões. Depois, R$ 16 milhões em 2022. Em 2023, o valor simplesmente explode para R$ 32,9 milhões. Em 2024, sobe para R$ 34,9 milhões e, em 2025, bate R$ 36,2 milhões. Só em janeiro de 2026, mais de R$ 1,3 milhão já foi tirado dos motoristas.
Não é coincidência. É método.
E o mais grave: a Justiça já apontou ilegalidades nesse sistema. Em novembro de 2025, o juiz Douglas de Melo Martins declarou ilegais multas por licenciamento vencido, mostrando que a SMTT aplicava penalidades mais pesadas do que a lei permite. Ou seja, além de multar muito, multava errado.
A decisão também expôs um esquema de fiscalização cheio de falhas: câmeras multando sem abordagem, falta de sinalização e registros questionáveis. Para o magistrado, há indícios claros de desvio de finalidade, pois usa a multa para arrecadar, e não para organizar o trânsito.
Como se não bastasse, surgiu um dado revoltante: um ranking interno entre agentes de trânsito. Na prática, uma competição para ver quem multa mais. Um servidor chegou a aplicar 1.338 multas em um único mês, mais de 40 por dia.
Isso não é fiscalização. É caça ao motorista.
A própria categoria reagiu, denunciando a pressão por números e a lógica absurda de premiar quem mais penaliza a população.
O resultado está aí: uma cidade onde o cidadão é tratado como alvo e o trânsito virou fonte de renda. Enquanto isso, problemas reais de mobilidade continuam sem solução.
E mesmo diante de tudo isso, números milionários, decisão judicial e denúncias internas, a Prefeitura de São Luís segue em silêncio.
Gestão Braide penaliza São Luís com indústria de multas que já arrancou mais de R$ 132 milhões dos motoristas
A gestão do prefeito Eduardo Braide transformou o trânsito de São Luís em uma máquina de punição e arrecadação. Em vez de educar e organizar, a prefeitura passou a pesar no bolso da população: já são mais de R$ 132,16 milhões em multas entre 2021 e janeiro de 2026, um número que escancara a chamada “indústria da multa” instalada na capital.
Os dados não deixam margem para dúvida. Ano após ano, a arrecadação dispara muito acima do que a própria prefeitura previa. Em 2021, foram pouco mais de R$ 10 milhões. Depois, R$ 16 milhões em 2022. Em 2023, o valor simplesmente explode para R$ 32,9 milhões. Em 2024, sobe para R$ 34,9 milhões e, em 2025, bate R$ 36,2 milhões. Só em janeiro de 2026, mais de R$ 1,3 milhão já foi tirado dos motoristas.
Não é coincidência. É método.
E o mais grave: a Justiça já apontou ilegalidades nesse sistema. Em novembro de 2025, o juiz Douglas de Melo Martins declarou ilegais multas por licenciamento vencido, mostrando que a SMTT aplicava penalidades mais pesadas do que a lei permite. Ou seja, além de multar muito, multava errado.
A decisão também expôs um esquema de fiscalização cheio de falhas: câmeras multando sem abordagem, falta de sinalização e registros questionáveis. Para o magistrado, há indícios claros de desvio de finalidade, pois usa a multa para arrecadar, e não para organizar o trânsito.
Como se não bastasse, surgiu um dado revoltante: um ranking interno entre agentes de trânsito. Na prática, uma competição para ver quem multa mais. Um servidor chegou a aplicar 1.338 multas em um único mês, mais de 40 por dia.
Isso não é fiscalização. É caça ao motorista.
A própria categoria reagiu, denunciando a pressão por números e a lógica absurda de premiar quem mais penaliza a população.
O resultado está aí: uma cidade onde o cidadão é tratado como alvo e o trânsito virou fonte de renda. Enquanto isso, problemas reais de mobilidade continuam sem solução.
E mesmo diante de tudo isso, números milionários, decisão judicial e denúncias internas, a Prefeitura de São Luís segue em silêncio.










