Por Washington Luiz
Assisti ao filme O Agente Secreto com a sensação de quem não está apenas diante de uma obra cinematográfica, mas de um espelho da própria história. O filme nos ajuda a compreender a dor, o medo e a violência vividos durante a ditadura militar. Ao assisti-lo, realizamos também um ato de memória e de consciência.
Aquele foi um período sanguinário da vida brasileira. Eu vivi esses anos, conheci de perto os horrores da ditadura, fui preso e precisei viver na clandestinidade. Defender a democracia, naquele tempo, não era discurso nem palavra bonita. Era risco, perseguição e a escolha entre o silêncio imposto pela força ou a resistência em nome da liberdade. Fiz a minha escolha e nunca me afastei dela. Lutei pela democracia quando ela não era garantida e sigo lutando até hoje para preservá-la.
A democracia precisa ser defendida todos os dias. No momento atual, de avanço da extrema direita no Brasil e no mundo, essa defesa passa, necessariamente, pela unidade de quem está no campo democrático e progressista. Foi a partir desse compromisso que construí toda a minha trajetória política. Ela nunca foi guiada por disputas menores, ressentimentos ou jogos internos. Sempre acreditei que a política, quando perde o sentido coletivo, deixa de ser instrumento de transformação e passa a ser apenas ruído. Na luta contra a ditadura, não havia espaço para personagens nem para cálculos pessoais. A minha escolha sempre foi estar ao lado do povo e da reconstrução democrática do país.
Antes mesmo da filiação ao Partido dos Trabalhadores, em 1987, minha militância já era pública, coerente e comprometida com um projeto de Brasil mais justo. Apoiar Lula não foi um gesto circunstancial, mas uma decisão política clara, alinhada com a luta dos trabalhadores e com a compreensão de que o país precisava romper com estruturas excludentes e autoritárias. Ao ingressar no PT, essa caminhada se ampliou. Sempre compreendi o partido como um espaço plural, no qual divergências não são fraquezas, mas parte do processo democrático. O PT nunca foi feito para a unanimidade artificial nem para a imobilização provocada por disputas internas estéreis. Sua força histórica sempre esteve na capacidade de avançar, mesmo em cenários adversos, construindo maiorias sociais e políticas capazes de transformar a realidade.
Minha vida foi construída no Maranhão, e é por esse estado que sigo trabalhando.
Diante das eleições de 2026, reafirmo uma convicção que sempre me guiou. A prioridade é construir unidade para reeleger o presidente Lula e eleger deputados e senadores comprometidos com a democracia e com os interesses do povo brasileiro. Projetos individuais passam. Os projetos coletivos são os que transformam o país.








